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PROCEDIMENTO RARO É REALIZADO NA SANTA CASA DE MONTES CLAROS

No último dia 03 de setembro, foi realizado na Santa Casa de Montes Claros mais um procedimento raro e inédito no norte de Minas Gerais. Trata-se de uma drenagem torácica fetal, guiada por ultrassom. Ou seja, a inserção de dreno torácico para retirada de acúmulo de líquido no tórax do bebê. Conduzida pelo especialista em medicina e cirurgia fetal, Dr. Fábio Batistuta, que veio de Belo Horizonte exclusivamente para a cirurgia; e pelo Especialista em Medicina Fetal da Santa Casa, Dr. Franco Simões; o procedimento contou com a participação da equipe de Alto Risco da Obstetrícia da Santa Casa Montes Claros.

Como explica o Dr. Franco Simões " trata-se de uma condição rara, mas que eventualmente aparece na clínica obstétrica. Neste caso, trata-se de um bebê geneticamente normal e com anatomia normal, a exceção era de uma malformação no ducto que faz a drenagem torácica, levando o bebê a desenvolver um acúmulo de líquido nos pulmões", diz. O médico complementa ressaltando que "quando o acúmulo de líquido é intenso, pode ocorrer um edema generalizado e acúmulo de líquido no abdome, que é o que chamamos de Hidropsia Fetal, e que pode levar o bebê ao óbito. Nessas situações, faz o parto ou drena-se o tórax. Como se tratava de um bebê prematuro, as chances do bebê em caso de parto seriam diminutas, por isso a opção pela drenagem torácica, que permite uma expansão e o amadurecimento pulmonar e pode nos dar a oportunidade de levar a gestação até os nove meses ou próximo a isso", ressalta.

A Hidropsia Fetal é uma condição rara em que ocorre acúmulo de líquidos em diversas partes do corpo do bebê durante a sua gestação, como nos pulmões, no coração e no abdômen, sendo de difícil tratamento e pode levar à perda fetal. A hidropsia fetal pode ser de causas não imunes ou pode ser imune. O diagnóstico de hidropsia fetal é feito a partir do final do primeiro trimestre de gestação através do exame de ultrassom durante o pré-natal, que é capaz de mostrar o excesso de líquido amniótico e inchaço na placenta e em diversas regiões do corpo do bebê.

A gestante, de 33 semanas, já teve alta.






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